Riscos do leite de descarte na alimentação de bezerros

Conteúdo gerado por inteligencia artificial sem a interferencia humana.

O leite de descarte tem sido utilizado na alimentação de bezerros antes do desmame. 
No entanto , essa prática gera preocupações quanto à presença de antibióticos e ao possível desenvolvimento de bactérias resistentes. 
Por esse motivo , é importante avaliar cuidadosamente os riscos envolvidos e considerar alternativas para garantir a saúde dos animais.

Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância.

Esses fatores podem causar doenças infecciosas, como diarreia e pneumonia, e promover a resistência bacteriana, comprometendo a saúde, o ganho de peso e o futuro desempenho produtivo dos animais. 

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Pesquisas mostram que:

  • Estudo na Suécia (Duse et al., 2015): analisou 243 fazendas e encontrou alta prevalência de E. coli resistentes em bezerros.
  • A alimentação com leite de descarte foi identificada como um fator de risco. 
    Por outro lado , o uso de colostro ou de leite proveniente de vacas tratadas na secagem, desde que respeitado o período de carência, não foi associado ao aumento desse risco. 
    Assim , é fundamental adotar práticas adequadas para minimizar possíveis impactos na saúde dos bezerros.
  • Estudo no Canadá (Babafela e Smith, 2017): usou simulação de Monte Carlo e estimou que 5,7 a cada 1.000 bezerros alimentados com leite de descarte eliminam E. coli resistentes.
  • O risco varia conforme a prevalência de bactérias no leite.
  • Situação nos EUA: a maioria das pequenas propriedades usa leite não pasteurizado, enquanto nas grandes fazendas a prática é menos comum.
  • O efeito da pasteurização na redução do risco ainda não é totalmente claro.

Conclusão:

Leite de descarte reduz bactérias resistentes em bezerros, mas impactos são desconhecidos.

Autor: Jim Quigley
Traduzido por: Rafael Azevedo, Sandra Gesteira Coelho e Paula Tiveron

Fonte: https://www.calfnotes.com/pdffiles/CN196p.pdf

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Riscos específicos

  • Contaminação por patógenos: O leite de descarte pode transmitir bactérias como  E. Coli e Salmonella.
  • além de causar inflamações e aumentar a incidência de doenças infecciosas. 
  • Resistência a antimicrobianos: A presença de resíduos de antibióticos no leite de descarte pode levar à seleção de bactérias resistentes no trato gastrointestinal das bezerras, tornando os medicamentos ineficazes para tratamentos futuros. 
  • Nutrição inadequada: O leite de descarte pode ter uma composição instável, com teores variáveis de gordura, proteína e lactose, o que impacta o ganho de peso e pode causar distúrbios digestivos. 
  • Baixa imunidade: A exposição a patógenos e a má qualidade nutricional do leite de descarte podem levar a um sistema imunológico comprometido nas bezerras, tornando-as mais vulneráveis a infecções. 
  • Impacto no futuro produtivo: Problemas de saúde durante os primeiros meses de vida podem comprometer o desenvolvimento das bezerras, reduzindo seu potencial produtivo futuro. 

Alternativas e manejo

  • Pasteurização: Reduz a carga microbiana, mas não elimina os resíduos de antibióticos, mantendo os riscos de resistência. 
  • Descartar o leite de descarte corretamente: É a prática mais segura. 
    Além disso, as propriedades devem buscar estratégias para reduzir a geração desse tipo de leite, contribuindo para práticas mais sustentáveis ​​e seguras na produção.
  • Assim, o uso de leite integral de qualidade ou de sucedâneos lácteos adequados, aliado a um plano nutricional correto, representa a opção mais segura para garantir a saúde e o desenvolvimento das bezerras.

Recomendações do autor:

Importante realizar uma checagem e identiticação dos animais (vacas) que estão com uso de antibióticos.

Manter uma ou duas pessoas responsáveis por monitorar vacas em uso de antibióticos e verificar os motivos caso retomem a medicação.

O ideal que os bezerros não consuman o leite que possuem residuos de medicamentos. E o leite deve ser decartado em local correto.

Foto do autor

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