O desempenho das raças leiteiras no pasto depende de muito mais do que apenas uma boa nutrição. Embora o manejo alimentar ajude as vacas a enfrentar o estresse térmico, o foco tem se voltado cada vez mais para o desempenho genético em sistemas a pasto.
Nos EUA, a seleção genética focada em alta produção de leite prejudica a eficiência reprodutiva, ou que prejudica sistemas sazonais de pastagem.
Já vacas menores, como as de Jersey, lidam melhor com o calor, têm partes mais simples, ciclo reprodutivo mais curto, menor impacto no solo e produções lácteas com mais sólidos, sendo amplamente utilizadas no Canadá e nos EUA.
Como destaca Ted Probert, da Universidade de Missouri, não existe uma única “vaca ideal”, porque cada fazenda explora o pasto de forma diferente e exige características produtivas e reprodutivas específica.
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Jersey x Holandês: qual raça leiteira proporciona maior lucratividade
Outras raças e o desempenho das raças leiteiras no pasto
- Entre as raças externas para sistemas a pasto, a
Guernsey: se destaca pelo leite rico em sólidos e beta-caroteno, sendo ótimo para pastejo intensivo.
Pardo Suíço: combina boa rusticidade com alta produção e leite muito indicado para queijos.
Ayrshire: por sua vez, é rústica, tem boa mobilidade e é resistente a problemas de casco, embora exija maior teor de proteína na dieta.
Canadienne: também é bastante rústica e adaptada a terrenos acidentados, porém apresenta menor produção de leite e, por isso, encontra-se em risco de extinção.
Holandesa: é uma raça de maior produção, mas costuma ser menos eficiente em sistemas de pastagem; Ainda assim, linhagens enviadas na Nova Zelândia, com animais menores, mais férteis e mais adaptados ao pasto, são mostradas uma alternativa interessante
Um destaque importante é o gene do pelo liso, herdado do gado Senepol, que aumenta a tolerância ao calor em férias holandesas, alterando a temperatura corporal e a frequência respiratória.
Por isso, esse gene vem sendo cada vez mais utilizado em programas de melhoramento,
principalmente em regiões quentes e úmidas.
Em resumo, raças menores, como Jersey, Guernsey e Ayrshire, além dos diferentes cruzamentos, ainda se mostram superiores em sistemas a pasto.
No entanto, os avanços genéticos, como a incorporação do gene do pelo liso em holandesas,
estão ampliando as opções para lidar com o estresse térmico e melhorar o desempenho reprodutivo em rebanhos leiteiros a pasto.
Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância.
Autor: não possui
Fonte: Dairy Global
Traduzido e adaptado pelo Canal do Leite
Este conteúdo foi gerado automaticamente por inteligência artificial, sem intervenção de um autor humano.
Raças com desafios no pasto das raças leiteiras no pasto
- As raças europeias dependem de condições climáticas mais amenas e manejo mais intensivo para expressar todo o seu potencial de produção.
Por isso, em climas quentes, o estresse térmico pode comprometer significativamente a produtividade desses animais, especialmente em sistemas baseados em pasto
Fatores que influenciam o desempenho
- Sombra e conforto térmico: Vacas que pastam em áreas com sombra produzem mais leite e têm melhor desempenho reprodutivo, especialmente no calor.
- Qualidade do pasto: A qualidade da forragem e o manejo do pasto (como o pastejo rotacionado) impactam diretamente a produção.
- Manejo: Sistemas de manejo intensivo ou extensivo devem ser adequados às características de cada raça.
Fatores que influenciam o desempenho no pasto
- Qualidade da pastagem: Pastos bem manejados, com forrageiras de alto valor nutricional, são essenciais para manter a produção das vacas em um bom nível. A falta ou a má qualidade do pasto pode comprometer o desempenho dos animais, especialmente das raças mais produtivas.
- Manejo do pastejo: O manejo adequado da pastagem, com pastejo rotacionado e controle da carga animal, contribui para o aumento da produção. A Embrapa, por exemplo, demonstrou que fazendas a pasto com bom manejo podem superar sistemas intensivos em produtividade.
- Genética: A escolha da raça deve ser criteriosa, levando em conta o ambiente e as condições da fazenda. Cruzamentos, como o do Girolando, são uma estratégia comum para adaptar o rebanho ao sistema a pasto.
Em resumo, não existe uma única “melhor raça” para o pasto. A escolha ideal depende do equilíbrio entre produtividade e adaptabilidade ao ambiente, sendo que raças zebuínas e seus cruzamentos tendem a se sair melhor em condições tropicais, enquanto raças europeias como a Jersey também são eficientes em sistemas de pastejo.
Vantagens do sistema a pasto
A produção de leite a pasto apresenta diversas vantagens econômicas e ambientais.
- Custos reduzidos: Os custos com alimentação e infraestrutura são menores em comparação com sistemas confinados, tornando o custo-benefício mais atrativo.
- Leite de maior qualidade: O leite de vacas criadas a pasto pode apresentar teores mais altos de gordura, dependendo da raça.
- Bem-estar animal: O sistema a pasto favorece o bem-estar animal e a saúde geral do rebanho.

Foto retirado do site: Foto retirado do site: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/um-rebanho-das-vacas-que-pastam-em-um-campo-verde-luxuriante-k4E5dx1N52o Foto de Ethan Yoo na Unsplash
Este conteúdo foi gerado automaticamente por inteligência artificial, sem intervenção de um autor humano.
Desempenho das raças leiteiras no pasto no brasil
Raças predominantes e suas características:
- Holandesa: É a raça de maior produção de leite, mas tem dificuldade em se adaptar a climas quentes, o que limita seu desempenho no pasto brasileiro sem cuidados específicos, como sombra e manejo adequado.
- Jersey: Adaptada a diversas temperaturas e com boa conversão alimentar, é uma raça criada a pasto em diversas regiões do mundo.
- Gir Leiteiro: É a raça zebuína mais importante para a produção de leite, conhecida por sua excelente adaptação ao calor e às pastagens, além de boa produção (até 15 litros/dia).
- Guzerá: Raça de dupla aptidão, com boa produção de leite associada à boa conformação muscular e resistência ao ambiente tropical.
- Girolando: É um cruzamento entre Gir e Holandesa. O desempenho no pasto varia com o grau de sangue; os animais mais próximos do Gir (como o meio sangue ou 3/4) se adaptam melhor a sistemas com menor uso de concentrado, enquanto os mais próximos da Holandesa (como o 5/8) se beneficiam mais em sistemas intensivos.
Fatores que influenciam o desempenho a pasto:
- Sombreamento: Vacas que pastejam em áreas com sombra, como na ILPF, podem ter aumento significativo na produção de embriões e leite, além de apresentar melhora nos parâmetros fisiológicos e reprodutivos.
- Nutrição: A qualidade da pastagem e o manejo nutricional influenciam diretamente na produtividade. Utilizar cultivares forrageiras mais produtivas e nutritivas e intensificar o manejo das pastagens são estratégias cruciais.
- Manejo: Sistemas de manejo adequados, como o pastejo rotacionado, podem ser mais eficazes para aumentar a produtividade e a rentabilidade da produção a pasto.
Foto do autor, vacas raça jersey sobre pastejo, complemento sal mineral, raçao e silagem

Recomendações do autor:
Para melhorar o desempenho da produção de leite a pasto, é fundamental investir em manejo eficiente de pastagem, suplementação adequada dos animais e boa gestão sanitária do rebanho.
Na minha avaliação, para a região Sul do Brasil, os cruzamentos entre vacas das raças Jersey e Holandesa, em sistema de semi-confinamento, tendem a oferecer os melhores resultados, desde que sejam considerados fatores como relevância da propriedade, infraestrutura já existente e disponibilidade de mão de obra.
Por outro lado, para outras regiões do país, ainda são necessários mais estudos e experiências de campo para definir os índices e sistemas mais indicados.
Assim, aprofundar a pesquisa sobre raças e cruzamentos que melhorem o pastejo e a conversão de pasto em quilos ou litros de leite é essencial para elevar a produtividade nacional.
Na última análise, o objetivo é encontrar animais que se adaptem bem ao pastejo e à realidade de cada região, contribuindo para uma produção de leite mais eficiente e sustentável.
Recomendo fazer leitura complementar de outro texto: Produção eficiente de leite no Uruguai e o bem estar animal com o uso de árvores.