Saúde do úbere e CCS: como reduzir a contagem de células somáticas e prevenir mastite

Apresento perguntas e respostas essenciais sobre a gestão da saúde do úbere e CCS (Contagem de Células Somáticas) na produção leiteira, ajudando produtores a melhorar a qualidade do leite e a saúde dos rebanhos.

Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância.

1. O que é a CCS e qual sua relação com a saúde do úbere?

Em resumo a Contagem de Células Somáticas (CCS) é um indicador crucial da saúde da glândula mamária das vacas e, consequentemente, da saúde do úbere e CCS dos rebanhos.

Por fim quando a CCS aumenta, isso indica uma resposta inflamatória no úbere, geralmente causada por algum tipo de infecção, principalmente a mastite, seja clínica ou subclínica.

Em resumo nesses casos, células somáticas (leucócitos) migram do sangue para o úbere para combater os agentes infecciosos, ou que aumentam a contagem de células somáticas no leite.

2. Qual o nível de CCS considerado saudável e qual é o limite legal no Brasil?

Por fim um animal com úbere saudável geralmente apresenta CCS inferior a 200.000 células/mL. Além disso, a legislação brasileira (Instrução Normativa – IN 77) estabelece um limite máximo de 500.000 células/mL no leite do tanque para a comercialização.

Por exemplo na prática, isso significa que o produtor deve mirar valores bem abaixo do limite legal, pois quanto menor a CCS, melhor a saúde do úbere e a qualidade do leite. 
Dessa forma, além de cumprir a legislação, a fazenda tende a reduzir casos de mastita e aumentar a lucratividade com um leite de maior qualidade.

3. Quais são os principais prejuízos causados ​​pela CCS elevada?

Em resumo a CCS alta causa prejuízos financeiros e à saúde animal. Isso inclui: 

  • Perdas na produção de leite.
  • Alteração na composição do leite: redução de caseína, gordura e lactose, e aumento de enzimas que diminuem a vida de prateleira.
  • Penalizações financeiras (deságio no preço pago pelo laticínio).
  • Aumento nos custos com tratamentos e descarte de leite com resíduos de antibióticos. 

4. Quais são as principais causas do aumento da CCS no rebanho?

Dessa forma as principais causas estão relacionadas a falhas de manejo e higiene: 

  • Manejo de ordenha inadequado: falta de higiene no pré e pós-dipping, uso de equipamentos desregulados (vácuo, pulsação) e teteiras velhas ou ásperas.
  • Contaminação ambiental: instalações sujas e úmidas, falta de limpeza em áreas de descanso e parição.
  • Fatores do animal: imunidade baixa devido à alimentação inadequada ou estresse. 

5. Que medidas de manejo preventivo podem ajudar a reduzir a CCS?

Por isso a prevenção é fundamental. As práticas incluem: 

  • Higiene rigorosa na ordenha: uso de luvas, limpeza dos tetos (pré-dipping), descarte dos primeiros jatos de leite e pós-dipping após a ordenha.
  • Manutenção de equipamentos: garantir que o maquinário de ordenha esteja funcionando corretamente e passar por revisões periódicas.
  • Ambiente limpo e seco: manter as instalações e áreas de circulação dos animais sempre limpas.
  • Manejo nutricional: garantir uma dieta balanceada com minerais adequados para fortalecer o sistema imunológico. 

6. Qual é o papel da terapia de férias secas na gestão do CCS?

No entanto o período seco (45 a 60 dias) é o momento mais oportuno para tratar e curar casos de mastite subclínica existentes, especialmente aqueles causados por bactérias contagiosas.

A terapia de vaca seca, com o uso de antibióticos intramamários específicos, ajuda a renovar o tecido mamário e previne novas infecções durante esse período. 

7. Como monitorar a saúde do úbere e o CCS de forma contínua?

Por fim o monitoramento envolve a testagem regular: 

  • Testes individuais: o California Mastitis Test (CMT) pode ser usado na fazenda para identificar quartos mamários infectados.
  • Análise laboratorial: enviar amostras de leite (individuais ou do tanque) para laboratórios credenciados para a contagem exata da CCS.
  • Registros e acompanhamento: manter registros da CCS de cada vaca para identificar animais crônicos e tomar decisões de manejo ou descarte.

Recomendo fazer leitura complementar de outro texto:

Saúde do úbere das vacas leiteiras

Saúde do úbere e CCS: relação com a qualidade do leite

Primeiramente, a contagem de células somáticas (CCS) é um dos principais indicadores da qualidade do leite, pois representa o número de células por mililitro (mL).
Essas células, formadas principalmente por leucócitos, surgem como resposta do sistema imunológico da vaca a inflamações na glândula mamária, como a mastite.
Assim, quanto menor a CCS, melhor a saúde do úbere e maior a qualidade do leite, com menor risco de contaminação por bactérias.
Por isso, de modo geral, o ideal é manter o rebanho com CCS até 200.000 células/mL, já que os valores mais altos prejudicam a qualidade, a durabilidade e o rendimento do leite e dos derivados.
Nesse contexto, em 2020, durante a Reunião Anual do National Mastite Council, o médico-veterinário Peter Edmondson apresentou passos práticos para reduzir o CCS elevado.

Passo #1: Identifique-se como vacas com alta CCS e cuide da saúde do úbere

O primeiro passo para reduzir a CCS do rebanho é descobrir quais vagas apresentam classificação elevada.

Para isso, é recomendado realizar testes mensais de qualidade do leite, acompanhando o CCS por animal e por lote, o que facilita a identificação de vacas com possível mastite subclínica.

Além do monitoramento do CCS, a realização mensal de culturas de leite do tanque, em um laboratório confiável, ajuda a identificar quais bactérias estão envolvidas nas infecções da glândula mamária, orientando o manejo e as estratégias de controle na fazenda.

Passo #2: Reduza a propagação da infecção para melhorar a saúde do úbere e o CCS

Para reduzir uma alta contagem de células somáticas (CCS), é essencial seguir os procedimentos corretos de ordem que evitam a propagação de infecções entre as vacas.

Deve-se separar e ordenar por último as férias com alta CCS, usar luvas limpas durante todo o processo (trocando-as quando necessário) e usar uma toalha exclusiva por vaca.

A higienização adequada dos tetos antes e após a ordem é fundamental, e o uso correto do pós-dipping pode reduzir em até 50% as novas infecções.

Também é importante manter o equipamento de ordem limpo e bem regulado, treinar a equipe sobre qualidade do leite e mastita, e registrar os resultados para acompanhamento e melhoria contínua.

Passo #3: Saiba o que você está enfrentando na saúde do úbere e no CCS

Para reduzir a CCS de forma eficiente, é fundamental saber quais bactérias estão causando a mastite subclínica nos rebanhos.

Para isso, recomendamos coletar amostras de leite de vaca com alta CCS, incluindo animais de diferentes idades e casos tanto de infecções crônicas quanto recentes.

Com esses resultados em mãos, é possível direcionar melhor o tratamento, escolher as estratégias de controle mais adequadas e evitar o uso de medicamentos desnecessários ou ineficazes.

Passo #4: Desenvolva um plano de ação para a saúde do úbere e redução da CCS

Após identificar as bactérias causadoras da mastite, o próximo passo é definir o que fazer com as vacas afetadas.

É importante priorizar as vagas que mais elevam a CCS do tanque, avaliando histórico de CCS, idade, resposta aos tratamentos anteriores, casos de mastite, produção de leite, fertilidade, locomoção e saúde geral.

Com base nessa análise, o produtor, junto com o médico-veterinário, pode decidir se a vaga será tratada, seca antecipadamente ou descartada do rebanho.

Edmondson ressalta que o abate é uma decisão cara e definitiva, devendo ser cuidadosamente avaliada, considerando se o tratamento durante a lactação ainda é uma opção viável do ponto de vista econômico e sanitário.

Passo #5: Monitore o progresso da saúde do úbere e do CCS no rebanho

Manter uma baixa contagem de células somáticas (CCS) exigindo planejamento, dedicação e acompanhamento constante. É essencial conhecer a mídia atual de CCS do rebanho e estabelecer metas mensuráveis ​​para monitorar o progresso ao longo do tempo.

Segundo Edmondson, uma redução significativa da CCS pode levar cerca de um ano, o que reforça a importância de manter o foco e avaliar continuamente os resultados.

Esse monitoramento ajuda o produtor a ajustar as estratégias quando necessário, manter uma equipe engajada e alcançar uma melhor qualidade de leite de forma sustentável

Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância.

Autor: não tem autor no texto

Fonte das informações:  https://www.educapoint.com.br/v2/blog/pecuaria-leite/5-passos-reduzir-CCS/

Saúde do ubere e CCS

Foto retirado do site: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/uma-vaca-marrom-pastando-em-um-campo-de-grama-verde-yk8uX8Kc8w8

 Roger Starnes Sr

Fotos abaixo do autor do blog

Saúde do Ubere e CCS
Saude do ubere e CCS

Recomendações do autor:

 Reduzir a CCS e melhorar a saúde do úbere exige, antes de tudo, uma mudança de cultura do produtor.

É importante avaliar com sinceridade os pontos descritos ao longo do texto e entender como a sua propriedade se encontra em relação a cada um deles.

No início dessa mudança, o processo pode parecer trabalhoso e ter um custo mais elevado, pois será necessário ajustar vários fatores ao mesmo tempo.

Manejo, higiene, descarte de animais, exames periódicos, treinamento da equipe e persistência em encontrar a origem dos problemas são pilares dessa mudança.

Com constância e acompanhamento dos resultados, em alguns meses a fazenda começa a colher os frutos: redução da CCS, melhoria da saúde do rebanho e, consequentemente, um leite de melhor qualidade e maior rentabilidade.

Recomendo fazer leitura complementar de outro texto:

O que são CCS e CBT do leite

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