O manejo de pastagens deve garantir a disponibilidade adequada de forragem e a manutenção da altura ideal do pasto na entrada e na saída dos animais.
A quantidade de biomassa remanescente está diretamente relacionada à altura do pasto e é um ponto fundamental no manejo de pastagens, pois depende da área residual foliar fotossinteticamente ativa.
Essa área residual determina a capacidade de interceptação de luz pelas plantas e influencia diretamente o potencial de rebrota da pastagem, diminuindo a dependência das reservas radiculares.
Diferentes gramíneas têm alturas ideais de manejo específicas, variando, por exemplo, de cerca de 28 cm na entrada e 14 cm na saída para espécies do gênero
Cynodon, até aproximadamente 120 cm e 60 cm para entrada e saída dos animais no capim-pioneiro.
Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância.
Texto retirado resumo informativo técnico Epagri Utilizando a altura do pasto como ferramenta de manejo de pastagens Felipe Jochims¹, Patrícia Aparecida Pereira da Silva² e Vagner Miranda Portes³.
Link da fonte: https://publicacoes.epagri.sc.gov.br/index.php/RAC/article/view/43/222
Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância
A importância do manejo das pastagens
Santa Catarina possui condições ideais para a produção animal em pastagens, o que favorece fortemente a adoção de sistemas de produção de leite a pasto.
Nesses sistemas, as pastagens são a principal fonte de alimento, complementadas por concentradas e forragens conservadas em períodos estratégicos.
Quando bem manejadas, as pastagens mantêm sua produtividade por longos períodos, reduzindo os custos de produção.
Contudo, para garantir melhores resultados, o manejo de pastagens deve respeitar a exigência de fertilidade do solo, a morfologia das plantas e o tempo necessário para a recuperação das tecidos após o pastejo.
Em resumo, o manejo sustentável das pastagens baseia-se no equilíbrio entre a necessidade das plantas manterem folhas para fotossíntese e a demanda dos animais por alimento.
Nesse contexto, o ponto ideal de colheita das gramíneas ocorre quando há cerca de 95% de interceptação de luz, valor que varia conforme a espécie.
A altura do pasto é um indicador prático da oferta de forragem e do momento de entrada e saída dos animais, recomendando-se que o consumo não ultrapasse 50 a 60% da altura inicial.
Assim, o uso de metas de altura facilita o controle do pastel e garante forragem em quantidade e qualidade. No entanto, esses valores devem ser ajustados para cada espécie ou cultivar, em função das diferenças morfológicas e do hábito de crescimento das plantas.
Link da fonte: https://publicacoes.epagri.sc.gov.br/index.php/RAC/article/view/43/222

Oriento realizar uma leitura complementar:
Os ruminantes e as pastagens
Os benefícios do bom manejo das pastagens
O manejo adequado das pastagens aumenta a produção de forragem e melhora seu valor nutritivo. Além disso, embora a quantidade de pasto disponível influencie diretamente a taxa de lotação, o valor nutritivo afeta o desempenho individual dos animais, refletindo no ganho de peso, na produção de leite e na saúde dos rebanhos.
A integração desses dois fatores determina a produtividade por área, que é o principal indicador de eficiência do manejo de pastagens.
Manejo das pastagens Tipos de pastejo:
Pastejo rotacionado:
O rebanho utiliza os piquetes por períodos curtos, alternando fases de pastejo e descanso, com carga animal fixa ou variável.
Nesse contexto, esse sistema de manejo de pastagens é mais eficiente no período das águas e em solos com fertilidade corrigida, pois exige altas taxas de lotação, uso de gramíneas produtivas e respeito ao período de descanso necessário para o crescimento adequado das forrageiras.

Pastagem bem manejada foto do autor


Foto retirado: Planejamento forrageiro. Florianópolis: Epagri, 2015. 36p. (Epagri. Boletim didático, 128)
ou link do site: https://publicacoes.epagri.sc.gov.br/BD/article/view/411/307
No pastejo contínuo:
O pastejo contínuo caracteriza-se pela permanência constante dos animais em uma mesma área ao longo do ano ou na estação de pastejo.
Esse sistema permite maior seleção de forragem pelos animais, resultando em melhor desempenho individual, porém em menor produção por área.
Pode ser cronológico com taxa de lotação fixa, indicada para sistemas extensivos com baixa lotação, ou com taxa de lotação variável, utilizada em sistemas mais intensivos, com lotação média.
Além disso, o período de descanso das pastagens varia conforme a estação do ano, a fertilidade do solo, o manejo, a adubação e a espécie forrageira, sendo geralmente menor na primavera-verão e maior no outono-inverno.
Por isso, o manejo de pastagens deve considerar o ponto ideal de consumo da planta, avaliado pela altura e pelo estádio vegetativo, não sendo recomendado estabelecer períodos fixos de pastejo ou descanso.
Assim, o manejo adequado torna-se essencial, pois o uso constante da forragem reduz o tempo de recuperação das plantas, podendo causar manipulação da pastagem e queda na produtividade e no vigor da cultura.

Pastagem mau manejada pastagem baixa e sem vigor

Foto retirado do site: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/as-vacas-pastam-em-uma-encosta-verdejante-Ge2FFpe18MI?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditShareLink
Autor: Thomas Marquize na Unsplash
Oriento realizar uma leitura complementar:
O que é vazio forrageiro
No superpastejo:
A baixa disponibilidade de forragem reduz o tamanho do bocado, fazendo com que os animais aumentem a taxa de bocados para compensar o menor consumo, o que prejudica o desempenho e favorece a manipulação da pastagem.
No subpastejo:
Quando há excesso de forragem em relação à carga animal, ocorre maior seleção pelos animais, melhorando o ganho individual, porém podendo reduzir a eficiência de uso da pastagem e afetar a qualidade da dieta ao longo do tempo.
Nesse cenário, se o manejo não for ajustado, o desequilíbrio entre oferta de forragem e consumo tende a se agravar.
Dessa forma, a manipulação das pastagens resulta da combinação desses fatores, acelerando a vitalidade das forrageiras, comprometendo sua produtividade e, consequentemente, a produção animal.
O mau uso do manejo das pastagens
Pode ser causado pela escolha específica da espécie forrageira, má formação inicial da pastagem, ausência de adubação de manutenção e manejo incorreto do pastejo. Esses fatores comprometem a vitalidade das forrageiras, favorecendo a manipulação da pastagem e reduzindo a produtividade da área.
Escolha inadequada da forrageira
A escolha da espécie forrageira deve considerar o clima, o tipo de solo e a tecnologia disponível, sendo decisivo para o sucesso e a produtividade da pastagem.
Má formação inicial
A formação adequada da pastagem depende do método de plantio, da qualidade e quantidade de sementes, do preparo do solo e do controle de pragas e plantas invasoras.
Carência de adubação de manutenção
A adubação deve seguir a análise do solo e das necessidades nutricionais da forrageira para manter sua vitalidade e produtividade.
Manejo de pastagem inapropriado
O manejo inadequado do pastel causa manipulação da pastagem; é necessário respeitar a pressão do pastel e o período de descanso das forrageiras para manter seu desenvolvimento e produtividade.
No manejo de pastagens degradadas
É necessário tomar decisões para sua recuperação, podendo-se adotar basicamente duas técnicas principais.
Recuperação
É a restauração da produção forrageira mantendo a mesma espécie ou cultivar.
Renovação
É a restauração da pastagem por meio da introdução de uma nova espécie ou cultivar no lugar da degradada.
A recuperação ou renovação de pastagens exige uma avaliação do solo, do clima, da espécie forrageira e do manejo. Além disso, pode ser realizado de forma direta ou indireta, por meio do uso de culturas anuais.
O bom manejo depende das condições do solo, do controle de regras e plantas flexíveis e requer experiência e conhecimento técnico. Quando bem conduzido, maximiza a quantidade e a qualidade da forragem, garante alto desempenho animal e reduz custos, tornando o pasto uma base mais econômica e eficiente para a pecuária.
Fonte do texto retirado de um Ebook Manejo de pastagem. Autoria de Amanda D. dos Santos, Bárbara C. Toyama, Gabriel S. da Silva, Júlia G. S. Freitas, Laura C. Pimenta, Lorena D. M. Silva, Marina F. Borges e Tamires T. Dias. UFMG Universidade Federal de Minas Gerais Vet jR.
Recebido por email do site: www.vetjr.com
Recomendações do autor do blog:
O manejo adequado de pastagens é um dos pilares da pecuária eficiente e sustentável, pois integra solo, planta e animal em um sistema equilibrado.
Ao considerar a espécie forrageira, a fertilidade do solo, a altura e o tempo de descanso do pasto, o produtor mantém a produtividade das áreas, preserva a longevidade das pastagens e reduz o risco de manipulação.
A adoção de estratégias de pastejo contínuo ou rotacionado, bem planejadas, permite conciliar desempenho individual dos animais e alta produção por área.
Além disso, práticas de recuperação e renovação de pastagens, associadas à adubação de manutenção e ao controle de plantas específicas, garantem a oferta de forragem em quantidade e qualidade ao longo do ano.
Dessa forma, o manejo de pastagens, quando implementado corretamente, reduz custos, aumenta a rentabilidade e torna o uso do pasto uma alternativa mais econômica e sustentável para a produção animal. Oriento realizar uma leitura complementar: o planejamento forrageiro
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