A prevenção da mastite bovina é um trabalho de muitos detalhes e exige cuidado constante no manejo das vacas leiteiras.
A mastite é uma inflamação da glândula mamária, geralmente causada por infecções bacterianas, e pode se apresentar de três formas principais: subclínica, clínica e crônica.
Na forma subclínica, não há sinais visíveis, sendo detectada por aumento da CCS ou por testes como o CMT (California Mastitis Test).
Já a mastite clínica apresenta sintomas como grumos no leite, inchaço e dor,
Enquanto a crônica é uma infecção persistente, com poucos sinais externos, mas com alta contagem de células somáticas.
Por impactar diretamente a saúde das vacas, a qualidade do leite e gerar grandes perdas econômicas, além de risco à saúde pública e sofrimento animal, investir em prevenção é fundamental para qualquer produtor de leite.
A origem da mastite e a prevenção da mastite
Dessa forma a mastite contagiosa apresenta baixa ocorrência de casos clínicos e alta frequência de casos subclínicos, que geralmente são crônicos, de longa duração e caracterizados por elevada contagem de células somáticas (CCS).
Por fim, bactérias que vivem no interior do úbere e na superfície dos tetos, como Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Corynebacterium bovis, causam esse tipo de mastite.
Por isso, é fundamental realizar higienização cuidadosa dos tetos durante a ordenha para prevenir a doença.
A mastite ambiental ocorre quando microrganismos presentes no ambiente da vaca, como esterco, urina, barro e camas, infectam a glândula mamária.
Em resumo caracteriza-se por alta incidência de casos clínicos, geralmente de curta duração e com manifestação aguda, sendo mais comum no pré-parto e no pós-parto imediato.
Sua transmissão ocorre principalmente entre as ordenhas, podendo também acontecer durante a ordenha se houver falhas nos equipamentos.
enquanto isso diferente da forma contagiosa, é difícil de erradicar. Os principais agentes causadores são coliformes, Streptococcus uberis e Streptococcus dysgalactiae.
Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância
CANAV Parte de texto Guia prático de produção intensiva de leite EDIÇÃO SEBRAE-RJ / SENAR-RIO / FAERJ 2008.
Recomendo fazer leitura complementar de outro texto:
A condução das vacas leiteiras para a ordenha
PROGRAMA PONTOS PARA PREVENÇÃO DA MASTITE BOVINA
1 Como conduzir os animais até a sala de ordenha sem estresse:
Portanto, o produtor deve conduzir os animais até a sala de ordenha com calma e paciência, evitando correria e situações de estresse.
Para animais criados a pasto, é necessário retirá-los do piquete e levá-los até a ordenha, o que pode demandar mais tempo.
No entando já os animais confinados têm manejo mais fácil, mas o processo também deve ser realizado com tranquilidade para evitar estresse.
2 Prevenção da mastite: limpeza e higiene no momento da ordenha:
Por fim a lavagem dos tetos deve ser feita apenas quando necessário. É importante utilizar roupa adequada e preparar corretamente a máquina antes da ordenha.
Pré-dipping:
Em seguida após a ordenha, pode-se utilizar peróxido de hidrogênio ou iodo a 10% (14.000 ppm) para a desinfecção. Em seguida, realiza-se a secagem dos tetos com papel toalha e o descarte dos três primeiros jatos de leite.
Se cumpre O teste CMT California Mastitis Test):
Em resumo é necessário verificar individualmente os animais com CCS alta;
Acompanhar vacas ou novilhas recém-paridas entre 5 e 7 dias;
Realizar o monitoramento mensal da mastite subclínica e
Fazer a secagem adequada das vacas.
Teste da caneca de fundo preto:
Importante que o procedimento deve ser realizado diariamente em todas as vacas.
Identificação dos animais mastite clinica:
Dessa forma a identificação é feita com fitas coloridas na pata:
Vermelha para vacas em tratamento com antibiótico;
Preta para descarte e separação do animal;
Amarela para vacas aguardando resultado, liberadas para ordenha sem uso de antibióticos;
Sem fita para vacas liberadas normalmente para a ordenha.
Outras propriedades as vacas estão pintadas com bastão de tinta na perna


Foto retirado do site: https://www.amazon.com.br/Marca%C3%A7%C3%A3o-Marcador-Ovelha-Agricultura-Acess%C3%B3rios/dp/B0CBN38CZS
3 Ordenha das vacas e a prevenção da mastite
Em resumo a ordenha deve durar cerca de 5 minutos. Após o procedimento, as vacas devem permanecer em pé por pelo menos 30 minutos; oferecer a dieta nesse período ajuda a mantê-las em pé e favorece o fechamento do esfíncter.
4 Higienização da ordenhadeira e prevenção da mastite:
Em resumo:
- Enxágue Inicial:
Imediatamente após a ordenha, enxaguar com água corrente (morna, 38-40°C) até não haver resíduo de leite.
- Lavagem Alcalina (Diária):
- Circular solução de detergente alcalino clorado (quente, 70-80°C) por 10 minutos.
- Enxaguar bem com água em temperatura ambiente para remover o detergente.
- Lavagem Ácida (Semanal):
- Circular detergente ácido com água à temperatura ambiente por 5-10 minutos para remover depósitos minerais.
- Enxaguar com água fria para retirar o ácido.
- Sanitização/Desinfecção:
Aplicar solução sanitizante (como água clorada) e enxaguar após o tempo de ação, ou usar a solução de ácido se for o caso.
- Armazenamento:
Por fim guardar as peças limpas em local seco e ventilado, em local limpo, livre de poeira e sem água.
Pós dipping:
Em seguida a Utilização de iodo a 10% (14.000 ppm) e ácido lático como produtos para desinfecção.
5 Rotina da ordenha Horários e pessoas:
Em resumo as ordenhas devem ter intervalo de 12 horas, mantendo rotina fixa às 6h da manhã e às 18h da tarde. O ambiente deve ser calmo, sem cachorros ou barulhos de máquinas, sem pressa, e preferencialmente com as mesmas pessoas realizando o manejo.
6 Manutenção correta do equipamento de ordenha e prevenção da mastite:
Em resumo:
Troca de teteiras deve ser a cada seis meses ou 2000 horas se for de borracha ou a cada 5000 horas se for de silicone
Manutenção de óleo bomba de vácuo verificar nível de óleo diariamente e trocar/revisar conforme manual.
Regulagem de pulsador: Limpar mensalmente e revisar/aferir por técnicos a cada 6 meses.
Nível de vácuo sistema: Limpar mensalmente para evitar falhas no nível de vácuo.
Correias: Verificar tensão e alinhamento semanalmente
Pulsadores: Limpar mensalmente e revisar/aferir por técnicos a cada 6 meses
7 Tratamento durante a lactação (Uso dos antibióticos):
Por fim registrar individualmente cada animal que teve mastite, incluindo nome e brinco, detalhando: período da lactação (vaca seca, final da lactação, novilha, pós-parto).
Quarto afetado, realização de antibiograma, tipo de bactéria, medicamento usado, resultado do tratamento, ocorrência de retorno da mastite e possíveis resistências bacterianas que exijam troca de medicamento.
8 Secagem de vaca e tratamento se necessário e terapia vaca seca:
Portanto aos 60 dias antes do parto, realizar teste CMT e teste da caneca de fundo preto; fazer secagem total do leite; aplicar tratamento de vaca seca somente se necessário; e colocar selante.
9 Descarte de animais:
Em resumo animais crônicos ou a descartar devem ser identificados na pata com cor preta e separados no piquete apenas para esse fim.
10 Ambiente dos animais:
Por fim a sala de ordenha deve ter boa qualidade, considerando umidade, buracos, limpeza e estrutura adequada.
Mitos e verdades sobre as práticas do bem-estar animal
Vacas em pastejo
Em resumo avaliar dieta, ambiente de circulação (corredores, entrada e saída da ordenha), locais de descanso das vacas, bebedouros de água e sua qualidade.

Foto cedidas por Rafael Maciel da Silva Zotecnista que está fazendo intercâmbio na Autrália.
Vacas confinadas:
Portanto verificar cama, circulação de ar e bebedouros de água; manter a cama mexida, fermentando, com baixa umidade e secagem rápida.
Foto abaixo do autor do blog:

11 Compra de animais sem mastite ou histórico da propriedade:
Portanto conhecer a propriedade ou consultar histórico de vendas de vacas e novilhas.
12 Controle da CCS e CBT por animal se necessário:
Em resumo o ideal para a produção de leite:
CCS (Contagem de Células Somáticas): média de 315.000 cel/ml.
Já a CBT (Contagem Bacteriana Total) apresenta média de 4.300 ufc/ml, o que indica boa higiene.
Em relação às categorias, pondera-se baixa (<5.000), média (5.000–10.000) e alta (>10.000)
Recomendo fazer leitura complementar de outro texto:
O que são CCS e CBT do leite
13 Uso da linha da ordenha:
Por fim como funciona a linha de ordenha:
A linha de ordenha é uma sequência lógica para ordenhar as vacas, visando prevenir a transmissão de mastite contagiosa. O objetivo principal é evitar que vacas doentes contaminem as sadias, protegendo o rebanho.
1. Identificação e separação:
Em resumo as vacas são identificadas e separadas de acordo com seu estado de saúde, idade, lactação e histórico de mastite.
2. Ordem de ordenha:
- Primeiro: Vacas sadias, especialmente as mais jovens ou de primeira lactação;
- Depois: Vacas sadias com histórico de mastite, que já foram curadas e
- Por último: Vacas com mastite clínica ou em tratamento leite é separado do tanque de resfriamento.
3. Ordenha manual:
Portanto as Vacas com suspeita ou com mastite clínica devem ser ordenhadas individualmente e por último, para evitar a contaminação dos equipamentos.
Benefícios da linha de ordenha:
Redução da transmissão de mastite:
Ao ordenhar primeiro as vacas sadias e separar as doentes, minimiza-se o risco de contágio.
Melhora da qualidade do leite:
A redução da mastite contribui para um leite com menor contagem de células somáticas e melhor qualidade.
Todo o texto realizado pelo autor do blog e utilizando inteligência artificial. Foi montado pelo autor vendo outras ações que precisavam complemento pela experiência do autor a campo.
14 Vacinação e a prevenção da mastite:
Dessa forma previnem mastites clínicas/subclínicas (E. coli, S. aureus, coliformes), reduzindo a CCS e o impacto da endotoxemia, com aplicação segura na gestação/lactação:
Copiado parágrafo por inteiro:
Primeira vacinação aos 45 dias antes da data esperada de parto; – Segunda vacinação 35 dias mais tarde (correspondendo a 10 dias antes da data esperada de parto); – Terceira vacinação 62 dias depois da segunda vacinação (vacinação de impulso). O programa total de vacinação deve ser repetido a cada gestação.
Fonte da informação: https://www.bassopancotte.com.br/produto/vac-top-vac/
Copiado parágrafo por inteiro:
Ela age estimulando o Sistema Imunológico das vacas em lactação reduzindo rapidamente a CCS (Contagem de Células Somáticas), aumenta a cura espontânea das mastites subclínicas prevenindo novos casos futuros
Mastiplus BR é composta de Glândula Mamária Lisada e Cultivo de Streptococcus galactite, Streptococcus dysgalactiae, Streptococcus uberis, Staphylococcus albus, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Arcanobacterium pyogenes, Salmonella typhimurium, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Bacillus subtilis, Enterobacter aerogenes e Pasteurella multocida.
Portanto é composta por: 8 agentes bacterianos da contaminação ambiental e 5 agentes bacterianos contagiosos.
Vacas Secas e Novilhas:
2 doses de 5 mL iniciando 30 dias antes da data prevista para o parto e a segunda 21 dias após a primeira aplicação, seguindo com aplicação preventiva de 1 dose de 5 mL, pela via subcutânea, a cada 60 dias durante todo período em que ela se encontra em lactação.
Vacas em lactação:
4 doses de 5 mL, de acordo com o seguinte esquema: 2 doses de 5 mL em dias alternados. Esperar uma semana e aplicar mais 2 doses em dias alternados, seguindo com aplicação preventiva de 1 dose de 5 mL, também pela via subcutânea, a cada 60 dias durante todo período de lactação.
Fonte da informação: https://www.vitafort.com.br/mastiplus-br.html
Recomendações do autor:
Em resumo a prevenção e controle da mastite dependem de vários fatores trabalhando juntos; não há solução única.
Portanto é essencial ter uma pessoa responsável por registrar casos individuais por vaca, considerando época do ano, mudanças de rotina, clima, presença de moscas/carrapatos e alterações na dieta, que afetam a imunidade e aumentam mastites.
Por fim o produtor deve registrar informações (caderno, celular, app ou computador) e analisar os dados para avaliar a eficácia das ações, reforçando higiene, pré-dipping e pós-dipping.