A produção de ovinos vem ganhando espaço no campo brasileiro.
Além disso, além de fornecer carne e lã, essa atividade se adapta muito bem a pequenas e médias propriedades.
Por esse motivo, ela se torna uma alternativa interessante tanto para quem deseja diversificar a produção quanto para quem está iniciando uma atividade peculiar.
Dessa forma, com o manejo adequado, a produção de ovinos pode gerar boa renda extra, melhorar o uso das pastagens ao longo do ano e aumentar a eficiência da propriedade como um todo.
Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância.
Sistemas de produção de ovinos
Sistema extensivo na produção de ovinos
- Na produção de ovinos em sistema extensivo, os animais são interrompidos em campo ou estância, aproveitando ao máximo os recursos naturais.
Nesse tipo de manejo, a principal vantagem é o baixo custo de trabalho e de equipamentos, já que utiliza instalações básicas e permite o manejo de rebanhos grandes.
Além disso, em geral, esse sistema é voltado para a produção de lã e carne, sendo bastante comum em propriedades com áreas de pastagem amplas.

Foto retirado Aula de Sistemas de exploração na Ovinocultura Prof. José Francisco Manta Bragança Unoesc Xanxerê
Sistema Intensivo aplicado a ovinocultura
- O sistema de criação intensivo é um modelo de produção animal que busca maximizar os resultados em áreas menores.
Na produção de ovinos, ele utiliza alta tecnologia, nutrição avançada e controle rigoroso do manejo, geralmente em confinamento ou semiconfinamento.
Dessa forma, acelera o ganho de peso e aumenta a produtividade por hectare;
por outro lado, exige investimentos maiores e acompanhamento mais cuidadoso.

Foto retirado Aula de Sistemas de exploração na Ovinocultura Prof. José Francisco Manta Bragança Unoesc Xanxerê
Sistema Misto ou intermediário na criação de ovinos
- Na produção de ovinos, o sistema intermediário combina o pastoreio com atividades agrícolas na mesma propriedade.
Em geral, mantém rebanhos menores, entre 25 e 100 animais, o que facilita o manejo diário.
Além disso, esse sistema exige baixo investimento e permite diversificar a produção de lã, carne e leite.
Como consequência, também reduz o risco de superlotação nas pastagens e facilita o controle de verminoses nos rebanhos.

Foto retirado Aula de Sistemas de exploração na Ovinocultura Prof. José Francisco Manta Bragança Unoesc Xanxerê
Confinamento como sistema na produção de ovinos
- Na produção de ovinos, o sistema de confinamento é indicado para áreas com pastagem limitada, alta infestação de parasitas ou terras de alto valor.
Nessas situações, manter os ovinos em confinamento permite melhor controle da alimentação e da sanidade.
Além disso, sua adoção deve sempre ser baseada no retorno econômico esperado, avaliando custos, ganhos de peso e preço de venda dos animais.

Foto retirado Aula de Sistemas de exploração na Ovinocultura Prof. José Francisco Manta Bragança Unoesc Xanxerê
Fonte do Texto:
Aula de Sistemas de exploração na Ovinocultura Prof. José Francisco Manta Bragança Unoesc Xanxerê
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O planejamento forrageiro
Relato do autor do blog
Na região onde se trabalha, que abrange os municípios de Xaxim, Marema e Lajeado Grande, no oeste de Santa Catarina, a produção de ovinos é, na maioria das propriedades rurais, externa para a subsistência, principalmente para o consumo da própria família.
Por esse motivo, existem poucas propriedades que realmente investem em genética e trabalham com a venda de reprodutores e matrizes na propriedade ou em feiras.
Mesmo assim, há exemplos diferenciados, como uma propriedade que produz leite de ovinos e elabora vários subprodutos no próprio local, comercializando-os diretamente ao consumidor.
Nesse contexto, destaca-se a propriedade da família Bianchi, conhecida como “A Casa Bianchi”, localizada na linha Chenett, município de Lajeado Grande, com telefone para contato: (49) 98853-9399
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Formação de plantel na produção de ovinos
- O núcleo de reprodução é formado por animais selecionados de alto valor zootécnico (PO ou PPC), utilizados na produção de ovinos para gerar reprodutores e melhorar a qualidade dos rebanhos.
Em geral, conta com no mínimo 20 fêmeas e um macho, o que permite uma boa base genética.
Além disso, esse tipo de núcleo contribui para padronizar o rebanho e elevar o desempenho produtivo.
Porém, esse sistema exige investimentos em registros, instalações específicas, especificações técnicas e critérios de manejo para garantir resultados consistentes ao longo do tempo.

Foto retirado Aula de Sistemas de exploração na Ovinocultura Prof. José Francisco Manta Bragança Unoesc Xanxerê
Reprodutores
- O núcleo de reprodução é formado por animais selecionados de alto valor zootécnico (PO ou PPC), utilizados na produção de ovinos para gerar reprodutores e melhorar a qualidade dos rebanhos.
Em geral, conta com no mínimo 20 fêmeas e um macho, o que permite uma boa base genética.
Além disso, esse tipo de núcleo contribui para padronizar o rebanho e elevar o desempenho produtivo.
Por outro lado, é importante planejar bem o número de animais, para evitar custos excessivos.
Por fim, esse sistema exige investimentos em registros, instalações específicas, especificações técnicas e critérios de manejo para garantir resultados consistentes ao longo do tempo.
Fonte do Texto:
Aula de Sistemas de exploração na Ovinocultura Prof. José Francisco Manta Bragança Unoesc Xanxerê
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Classificação dos ovinos por idade, sexo e finalidade de produção
Carneiro
Animais mais velhos apresentam dentição definitiva completa, com oito dentes definitivos, pois a troca dos dentes ocorre com o avanço da idade, o que, por sua vez, geralmente está associado a carcaças de menor valor comercial, coloração de carne mais escura e sabor mais forte.
Além disso, no caso dos reprodutores na produção de ovinos, eles deverão permanecer em contato com as fêmeas durante a estação de montagem, respeitando uma proporção média de 3% de machos em relação ao número de fêmeas no rebanho.

Foto retirado do site: https://www.comprerural.com/ovinos-e-caprinos-diferenca-entre-cabras-e-ovelhas/
Ovelha
Na produção de ovinos, uma fêmea adulta deve apresentar dentição definitiva inferior, inferior à que já atingiu a maturidade.
Além disso, para fins de desconto, recomendamos que a carcaça tenha peso mínimo de 16 kg, garantindo melhor rendimento e qualidade do produto final.
Dessa forma, é possível padronizar melhor o abate e obter carcaças com maior valor comercial.

Foto retirado do site:
https://www.comprerural.com/ovinos-e-caprinos-diferenca-entre-cabras-e-ovelhas
Cordeiro (as)
- Mamão é o termo usado na produção de ovinos para designar filhotes ao pé da mãe, ainda com dentes de leite, desde o nascimento até a desmama.
Em geral, esses animais podem ser destinados para engorda ou recria, conforme o objetivo da propriedade.
Quando a finalidade é o abate, recomenda-se que sejam castrados até os 30 dias de idade e abatidos com até 7 meses, apresentando dentição de leite completa e carcaça com peso mínimo de 6 kg.

Foto retirado do site: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/cordeiro-branco-e-cinza-da-ovelha-1j9Yrl0nW10?utm_content=creditShareLink&utm_medium=referral&utm_source=unsplash
Foto de Bill Fairs na Unsplash
Borrego ou borrega:
É o termo usado na produção de ovinos para filhotes de 7 a 15 meses de idade. Nessa fase, o animal ainda apresenta dentes de leite ou está no início da dentição definitiva.
Para fins de desconto, recomendamos que a carcaça tenha peso mínimo de 15 kg, garantindo melhor aproveitamento e qualidade.
Fonte: Aula de Sistemas de exploração na ovinocultura Prof. José Francisco Manta Bragança Unoesx Xanxerê

Foto retirado do site: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/ovelha-branca-no-campo-verde-da-grama-durante-o-dia-1qGJBVfe_dg?utm_content=creditShareLink&utm_medium=referral&utm_source=unsplash
Foto de Ilse Orsel na Unsplash
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O clima (tempo) e as suas adversidades na produção de alimentos
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Como a aptidão dos ovinos influencia o sistema de produção
Produção de Lã
Raças deal e Corriedale

Foto acima Raça Corriedale
As raças para Apidões de lã possuem aparência muito próximas, mas possuem suas diferenças.
Foto retirado do site: https://www.comprerural.com/ovinos-corriedale-a-raca-que-une-forca-la-e-carne-de-valor/
Produção de Lã e carne
Raça Hampshire Donw

Raça Hampshire Donw
As raças para Apidões de lã e carne possuem aparência muito próximas, mas possuem suas diferenças.
Foto retirado do site: https://www.comprerural.com/as-principais-racas-de-ovinos-no-brasil/
Produção de Leite, lã e carne
Bergamácia brasileira

Foto retirado do site :
https://www.comprerural.com/ovelha-berganes-conheca-o-ovino-gigante-do-nordeste/
Produção de Carne:
Texel, Ile de france, Suffolk e Dorper

Foto retirado do site: https://www.comprerural.com/as-principais-racas-de-ovinos-no-brasil/
Produção de Leite
East friesian

Foto retirado do site: https://www.comprerural.com/conheca-as-principais-racas-de-ovelhas-produtoras-de-leite/
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Escolha da raça ovina de acordo com a aptidão produtiva
Dorper: excelente ganho de peso, muito usado em classificações.
Texel: apreciado muitoda pela qualidade da carne.
Suffolk: boa adaptabilidade e bom rendimento de carcaça.
Pele e carne: Karakul, Dâmara, Morada Nova, Santa Inês e Crioula.
Santa Inês: rústica, sem lã, muito boa para carne.
Morada Nova: rústica, bem adaptada ao semiárido.
Carne e leite: Somalis Brasileira e Lacaune.
Leite: Frísia Oriental.
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Sanidade animal na produçao de ovinos
Em relação ao manejo sanitário, o controle de parasitas na produção de ovinos envolve a vermifugação e o manejo de ácaros (sarna), piolhos, carrapatos ( Boophilus, Ixodes, Rhipicephalus , entre outros), moscas picadas e de incômodos, flebótomos e larvas de Hypoderma.
Essas parasitas, além disso, causam intenso desconforto aos animais, prejudicam o desempenho produtivo e ainda podem transmitir doenças como babesiose, queratoconjuntivite infecciosa e febre catarral ovina.
Dessa forma, é essencial adotar um programa sanitário preventivo, com acompanhamento técnico, para proteger a saúde dos rebanhos e a produtividade do sistema.
Autor: não possui
Fonte: https://www2.zoetis.com.pt/especies/bovinos/parasitismo-externo
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Sanidade animal como ferramenta prática para o manejo sanitário de ovinos
Pararitas externos
Sarna Psoróptica (sarna ovina)
Agente: Psoroptes ovis, causador da escabiose dos ovinos.
Sinais clínicos: perda de lã, frequência intensa, lesões com placas e crostas na pele, presença de exsudato (líquido) devido ao prurido.
Profilaxia: realização de banhos sarnicidas e separação imediata dos animais afetados para evitar a propagação de vírus.
Piolhos em ovinos
Agentes: insetos das ordens Anoplura e Diptera.
Sinais clínicos: observação constante, queda de lã e emagrecimento progressivo.
Profilaxia: evitar o contato entre animais infestados e sadios e realizar banhos sarnicidas conforme orientação técnica.
Fonte: Manejos no rebanho ovino Aula Prof. José Francisco Manta Bragança UNOESC Xanxerê -SC
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Parastias internos
Na Produção de Ovinos, diversas parasitas internas são localizadas em órgãos específicos do trato digestivo e respiratório.
No abomaso, destacam-se: Haemonchus contortus , Trichostrongylus axei , Ostertagia circuncincta , O. trifurcata , O. ostertagi e O. lyrata .
No intestino delgado, são frequentes: Trichostrongylus colubriformis , Strongyloides papillosus , Cooperia pectinata , C. curticei , C. punctata , Nematodirus spathiger e Bunostomum trigonocephalum .
Nos brônquios, parênquima pulmonar e bronquíolos, bem como no intestino grosso, conforme Vieira et al. (2009), ocorre: Oesophagostomum columbianum , Oe. venulosum , Oe. asperum , Chabertia ovina , Trichuris ovis , Tr. globulosa e Skrjabinema sp.
Aqueles que vivem no intestino grosso, além de Dictyocaulus filaria , Muellerius minutissimus e Protostrongylus rufescens , que parasitam o aparelho agressivo.
Autor: não possui
Fonte: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/991015/1/CiT4514online.pdf
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Diagnóstico e Monitoramento (essencial)
OPG (contagem de ovos por grama de fezes)
Na Produção de Ovinos, a contagem de OPG deve ser realizada a cada 30–60 dias. Esse exame identifica o nível de infestação por parasitas internos, evita tratamentos “no escuro” e ajuda a monitorar a resistência aos vermífugos, permitindo um controle mais racional e eficiente.
FAMACHA controle estratégico da verminose na produção de ovinos”
O sistema FAMACHA é um método visual utilizado para detectar anemia causada principalmente por
Haemonchus contortus , por meio da avaliação da coloração da conjuntiva ocular.
A classificação é feita de 1 a 5: > – 1 e 2: não tratar; > – 3: observar, podendo tratar dependendo do estado geral do animal; > – 4 e 5: tratar imediatamente.
O uso de tratamento seletivo baseado no FAMACHA reduz a pressão de seleção e, consequentemente, a resistência das parasitas aos anti-helmínticos.
Tratamentos (com responsabilidade)
Principais anti-helmínticos usados na produção de ovinos
Os principais anti-helmínticos utilizados são: moxidectina (mais eficaz contra
Haemonchus, porém requer uso de cuidadoso devido à resistência), albendazol e fenbendazol (benzimidazóis), levamisol, além de closantel e ivermectina, cuja eficácia pode variar conforme a região.
Os caprinos metabolizam os vermífugos mais rapidamente que os ovinos e bovinos, o que faz com que muitas drogas exijam uma dose cerca de 1,5 vez maior do que em ovinos, sempre seguindo uma bula específica e orientação técnica.
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Sanidade animal doenças contagiosas na produção de ovinos
Vacinação
Esquema básico de vacinação em ovinos
Raiva: primeira dose aos 4 meses de idade, reforço 30 dias depois e, em seguida, revacinação anual.
Clostridioses: primeira dose aos 2 meses, reforço após 30 dias e revacinação anual; fêmeas gestantes devem receber reforço especial no 4º mês de prenhez para transferência de imunidade ao cordeiro/cabrito.
Linfadenite caseosa: primeira dose aos 3 meses, reforço 30 dias depois e revacinação anual.
Autor: não possui
Fonte: https://www.cnabrasil.org.br/assets/arquivos/265_Ovino_corte.pdf
Recomendações do autor:
Independente do sistema de Produção de Ovinos adotado ou das melhorias implantadas na propriedade, a atenção ao bem-estar, à sanidade e à nutrição dos animais é fundamental.
Um manejo inadequado pode fazer com que o produtor deixe de ganhar dinheiro com a ovinocultura, seja pela perda de animais, baixo desempenho ou carcaças de menor qualidade.
Mesmo em propriedades sem finalidade comercial, a falta de cuidados técnicos aumenta os custos de produção, tornando o animal para consumo da família mais caro do que o necessário.
Investir em manejo, sanidade, genética e alimentação é, portanto, uma forma de transformar a Produção de Ovinos em uma atividade mais eficiente, rentável e sustentável, garantindo carne de melhor qualidade e maior retorno por animal criado.
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