Aborto em bovinos

Em resumo o aborto em bovinos é caracterizado pela interrupção da gestação, com a expulsão do feto antes de atingir viabilidade para sobreviver fora do útero. Trata-se de um problema sanitário e produtivo de grande relevância na pecuária, frequentemente associado a causas infecciosas, nutricionais e de manejo.

Além de comprometer o desempenho reprodutivo, os abortos geram impactos econômicos significativos, como redução na taxa de natalidade, aumento do intervalo entre partos e custos adicionais com diagnóstico e controle.

Nesse contexto, conhecer os fatores de risco e investir em práticas preventivas torna-se fundamental para minimizar perdas, melhorar a eficiência do rebanho e assegurar a sustentabilidade da produção.

Aborto em bovinos por doenças bacterianas

Campilobacteriose ou vibriose

Campilobacteriose é uma doença causada pela bactéria Campylobacter fetus.

Portanto nos bovinos, a transmissão ocorre principalmente pela cobertura natural, causando infecções no trato reprodutivo (cervicite, endometrite e salpingite), levando a perdas embrionárias, repetição de cio e abortos no início e meio da gestação.

Enquanto isso nos ovinos, a infecção ocorre pela ingestão, espalhando-se pelo organismo e atingindo o útero e o feto, resultando em abortos no final da gestação ou nascimento de cordeiros doentes.

Como consequência, os touros atuam como portadores assintomáticos, abrigando a bactéria no pênis e prepúcio sem apresentar sinais clínicos, o que facilita a disseminação silenciosa da doença no rebanho.

Em resumo o diagnóstico é feito por meio do isolamento da bactéria em secreções reprodutivas, e, em fetos, podem ser observadas lesões no fígado durante necropsia.

Portanto os cuidados e prevenção incluem avaliação microbiológica dos machos antes da reprodução, isolamento de animais infectados e controle sanitário para evitar a disseminação da doença.

Recomendo fazer leitura complementar de outro texto:

Estresse térmico em vacas leiteiras: Como identificar, prevenir e reduzir perdas na produção

Abortos em vacas:

Aborto em bovinos por doenças virais

Diarreia Viral Bovina (BVDV)

Diarreia Viral Bovina (BVDV) é uma doença causada por um Pestivírus, transmitida por inalação, ingestão e via transplacentária.

As consequências envolvem diversos problemas reprodutivos e a capacidade do vírus de permanecer no rebanho sem sinais clínicos.

  • Até 100 dias de gestação: pode causar retorno ao cio, reabsorção embrionária e abortos.
  • Entre 50 e 120 dias: pode gerar animais persistentemente infectados (PI), que disseminam o vírus continuamente.
  • Entre 100 e 150 dias: pode causar abortos, malformações, mumificação ou maceração fetal.

Portanto o diagnóstico é feito por testes como PCR em tecidos fetais (timo e baço).

Os cuidados e prevenção incluem identificação e descarte de animais infectados, além da vacinação, iniciando por volta dos 4 meses de idade com reforço, ou antes da fase reprodutiva, conforme o manejo da propriedade

Rinotraqueíte Infecciosa Bovina

Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR) é causada pelo Herpesvírus bovino tipo 1 (BoHV-1).

Em resumo a transmissão ocorre pelas vias respiratória (secreções), genital (cópula) e vertical (da mãe para o feto durante a gestação).

As consequências incluem, nos machos, balanopostite infecciosa e, nas fêmeas, vulvovaginite pustular, metrite e repetição de cio. Também pode causar morte embrionária, reabsorção, abortos em diferentes fases da gestação e nascimento de bezerros fracos.

O diagnóstico é feito por técnicas como imuno-histoquímica e PCR para detecção do vírus.

O controle depende da situação do rebanho e envolve análise de custo-benefício, incluindo testes laboratoriais, vacinação e descarte de animais infectados.

Aborto em bovinos de origem fúngica

Abortos micóticos

Causados principalmente pelo fungo Aspergillus fumigatus.

Como resultado a transmissão ocorre pela inalação de esporos presentes no ambiente, sendo mais comum em animais confinados. Diferente de outras doenças, os abortos fúngicos aparecem de forma isolada. Fêmeas prenhes com imunidade baixa (estresse ou doenças) são mais suscetíveis.

O diagnóstico é feito por exame do feto e da placenta, com identificação microscópica das hifas fúngicas.

Como cuidados, recomenda-se melhorar o manejo ambiental, reduzir fatores de estresse e, se necessário, consultar um especialista para avaliar o uso de antifúngicos na alimentação.

Foto milho cuidar na armazenagem do alimento

Aborto em bovinos: cuidados
na armazenagem do alimento.

Cuidados na armazenagem do alimento (realizar controle de roedores e umidade no local).

Aborto em bovinos associado a parto distócico

Em resumo a distocia é a dificuldade na expulsão do feto, causada por fatores maternos, fetais ou ambos.

As consequências podem incluir partos complicados, abortos e perdas reprodutivas, influenciadas por fatores como raça, peso, conformação da fêmea, número de partos, manejo, duração da gestação, número e posição dos fetos, sexo e época do parto. Condições maternas como falha nas contrações, hipertonia uterina, obstruções, torções ou processos cicatriciais também podem levar à distocia.

Os cuidados e prevenção envolvem:

  • Manter fêmeas gestantes em piquetes amplos para fortalecer musculatura e facilitar o parto;
  • Observar a idade ao primeiro parto, pois primíparas têm maior risco;
  • Registrar informações detalhadas sobre cobertura, prenhez e sinais de parto;
  • Chamar o médico veterinário para avaliação, toque e diagnóstico;
  • Identificar agentes causadores de abortos, permitindo medidas de controle e profilaxia, especialmente quando zoonóticos, para reduzir perdas econômicas e evitar a propagação entre rebanhos.

O diagnóstico eficaz depende de acompanhamento profissional e registros precisos de cada fêmea.

Sem dúvida o importante neste tipo ocasião é ter o maior número de informações sobre a fêmea, questões de marcações individuais. Isso ajuda muito no diagnóstico das doenças. Importante neste caso chamar um médico Veterinário para fazer toque e questionamentos para saber a causa dos abortos.

1 Quando foi inseminada ou coberta

2 Registro de prenhes por toque

3 Quanto tempo de prenhes ou prazo de parto

Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância

Texto retirado do site: https://publicacoes.epagri.sc.gov.br/BT/article/view/1606/1479

Boletim nº 209 Epagri 2023

Aborto em bovinos por consumo de plantas tóxicas

Aborto em bovinos causado por Planta Tóxica Ateleia glazioviana (timbó, maria-preta, cinamomo bravo)

Sem dúvida a planta tóxica Ateleia glazioviana (timbó, maria-preta, cinamomo-bravo) pode causar problemas reprodutivos em bovinos.

A ingestão, principalmente no final da gestação, pode levar ao nascimento de bezerros fracos que morrem poucos dias após o parto.

As consequências incluem taxas de aborto que variam de 10% a 40%, podendo chegar a 100% em surtos mais graves.

Portanto os cuidados e controle envolvem impedir o acesso dos animais à planta e realizar o manejo adequado, como a remoção das árvores próximas às pastagens com autorização ambiental.

Este conteúdo foi gerado automaticamente por inteligência artificial, sem intervenção de um autor humano.

Resumo abaixo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância.

Planta Tóxica Tetrapterys acutifolia nome popular Cipó preto:

Ateleia glazioviana é uma planta tóxica com folhas verdes e flores amarelas que se tornam marrom-avermelhadas na frutificação, sendo necessário seu consumo para causar intoxicação.

As consequências incluem lesões cardíacas (como fibrose e insuficiência cardíaca), problemas reprodutivos (abortos ou nascimento de bezerros fracos) e até morte súbita em bovinos.

A planta ocorre principalmente nas regiões do Vale do Paraíba (SP), Governador Valadares (MG) e no sul do Espírito Santo.

Planta Tóxica Funcho-selvagem, cicuta (Conium maculatum)

Nesse contexto trata-se de uma planta tóxica perene (conhecida como cicuta), que pode atingir cerca de 1,8 m de altura, com caule oco manchado de púrpura e folhas semelhantes à salsa. É encontrada em estados como Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contendo os alcaloides tóxicos coniína e coniceína.

Os sintomas da intoxicação incluem dificuldade de deglutição, regurgitação, incoordenação, tremores musculares, salivação, dificuldade respiratória, eructação intensa e movimentos de pedalagem.

As consequências podem envolver abortos e nascimento de bezerros com malformações, podendo evoluir para quadros graves e até morte dos animais.

Planta Tóxica Barbatimão (Stryphnodendron coriaceum

Dessa forma as Espécies de Stryphnodendron spp., especialmente o barbatimão (Stryphnodendron coriaceum), são plantas tóxicas que causam problemas digestivos, fotossensibilização e abortos em bovinos.

A intoxicação ocorre principalmente pela ingestão das favas, especialmente em períodos de seca, quando os animais estão com fome.

Os sintomas incluem apatia, focinho ressecado, anorexia, parada da ruminação, atonia ruminal, tremores musculares, lacrimejamento e, às vezes, diarreia, podendo levar à morte a partir do 8º dia.

Animais que sobrevivem por mais tempo podem apresentar abortos como consequência.

Planta Tóxica Orelha de macaco (Enterolobium timbouva)

A planta Enterolobium timbouva (orelha-de-macaco) é tóxica para bovinos, causando problemas digestivos, fotossensibilização e abortos. Está presente em vários estados do Brasil e a intoxicação ocorre principalmente pela ingestão dos frutos, especialmente entre agosto e novembro.

Os cuidados envolvem evitar o acesso dos animais aos frutos e manter boa disponibilidade de alimento, pois bovinos geralmente só consomem plantas tóxicas quando estão com fome.

Não existe tratamento específico eficaz, e práticas como queimadas ou roçadas não são recomendadas, pois podem estimular o rebrote da planta e aumentar o risco de intoxicação

Resumo gerado por inteligência artificial e revisado por nossa equipe para garantir precisão e relevância

Texto retirado do site: https://tecbov.com.br/plantas-abortivas-para-bovinos/

Erro no manejo da pastagem.

Erro no manejo da pastagem.

Foto retirado do site: 

https://www.comprerural.com/pecuaria-depois-da-gestao-pastagem-e-o-maior-problema

Recomendo fazer leitura complementar de outro texto:

MANEJO PASTAGENS

O planejamento forrageiro: o que é, por que fazer

Recomendações do autor do blog:

Os abortos em ruminantes representam um problema reprodutivo de grande impacto econômico e sanitário, causado por múltiplos fatores infecciosos e não infecciosos.

A identificação precisa das causas, por meio de diagnóstico adequado e histórico reprodutivo detalhado, é fundamental para implementar medidas de controle e prevenção.

Estratégias como manejo sanitário rigoroso, sorologias, vacinação quando disponível, isolamento de animais infectados e controle de hospedeiros intermediários são essenciais para reduzir perdas, proteger a saúde do rebanho e prevenir riscos zoonóticos aos humanos.

No caso especifico das plantas tóxicas: pois bovinos geralmente só consomem plantas tóxicas quando não encontram pastagem adequadas e estão com fome e precisam se alimentar de algo.

Importante realizar um bom planejamento forrageiro, e manejo das pastagens.

Limpeza com uso de produtos químicos, uso mecânico enxada rotativa ou enxada manual e queimando as plantas tóxicas em local longe das pastagens. Fazer a limpeza da área em momento que tiver menor quantidade de ervas daninhas e momento fora da floração das plantas.

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